A Batalha do Vimeiro foi travada no dia 21 de agosto de 1808, no âmbito da Primeira Invasão Francesa de Portugal. De um lado, estava o exército francês napoleónico comandado por Jean Andoche Junot constituído por cerca de 13000 homens e, do outro lado, o exército anglo-luso composto por aproximadamente 19000 homens, comandado por Sir Arthur Wellesley, o futuro Duque de Wellington.
Após a Batalha da Roliça, que teve lugar no dia 17 de agosto, Sir Arthur Wellesley trouxe as suas tropas para o Vimeiro para cobrir o desembarque de reforços na Praia de Porto Novo. De modo a proteger esta operação, criou uma linha defensiva na zona do Vimeiro, postando tropas nas elevações de terreno.
No dia 20 de agosto, Junot, que estava em Torres Vedras, coloca as suas divisões em marcha para a batalha.
Na manhã do dia 21 de agosto, Junot ordenou um ataque direto ao outeiro do Vimeiro (onde hoje se encontra o Monumento Comemorativo do Primeiro Centenário da Batalha e o Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro) e enviou também tropas por norte, no sentido de fazerem uma manobra de envolvimento.
Os confrontos mais importantes e decisivos aconteceram no outeiro. Após dois ataques fracassados e percebendo a impossibilidade de fixar o inimigo na colina, Junot enviou tropas para tomar a localidade. Na zona da Igreja, travou-se uma sangrenta peleja que acabou com a retirada dos franceses, perseguidos pela cavalaria anglo-lusa.
Sem conhecimento da situação do flanco esquerdo, duas brigadas francesas confrontaram os britânicos nos altos da Ventosa e Fonte Lima. Uma vez mais, os franceses viram-se forçados a recuar.
A Batalha do Vimeiro foi uma vitória inegável do exército anglo-luso sobre as forças da França Imperial, pondo termo à Primeira Invasão Francesa. Em termos de baixas (mortos, feridos, prisioneiros, desaparecidos) foram de cerca de 1800 homens para os franceses e de 720 para o exército anglo-luso.
Recriação Histórica
O evento “Recriação Histórica e Mercado Oitocentista” tem lugar no terceiro fim-de-semana de julho e é um produto turístico com forte impacto do ponto de vista da captação de fluxos turísticos.
A recriação histórica da batalha, realizada pelo Município da Lourinhã, em colaboração com a Junta de Freguesia do Vimeiro, conta com a participação de grupos portugueses, espanhóis, franceses e ingleses sendo uma experiência de “living story” (história viva) que confere aos visitantes a oportunidade de revisitar a batalha.
Nesta recriação, toma parte o Grupo de Recriação Histórica do Vimeiro, enquadrado pela Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro (AMBV), constituída em fevereiro de 2015 e que, apoiada no trabalho voluntário da população local, contribui para a preservação e divulgação deste património histórico-cultural.